Uma marca, a gente filtra
Ideia demais mata a ideia. O papel de um designer de marca é tirar, não acrescentar.

A gente costuma imaginar que uma identidade forte é um acúmulo: um logo, mais uma fonte, mais três cores, mais um grafismo, mais um tom de voz, mais um slogan. Na real, é quase o contrário.
Uma marca que funciona se apoia em uma única ideia certa, aplicada em todo lugar. Todo o resto é só consequência dessa ideia.
O filtro, etapa por etapa
Depois do primeiro café, eu fico com bastante material: sua história, seus concorrentes, seus desejos, seus medos, referências que você ama, outras que você detesta.
Filtrar é fazer tudo isso passar por uma única pergunta: o que aqui só poderia pertencer a você?
- O que qualquer um do seu setor poderia dizer: a gente descarta.
- O que é verdadeiro mas secundário: a gente guarda de lado.
- O que é só seu e cabe numa frase: esse é o conceito.
Eu filtro o que escutei do seu coração para servir o que extraí da sua mente.
Por que você valida antes do desenho
O conceito escrito, curto, cabe numa página. Você lê, reage, a gente ajusta. É muito mais rápido e muito mais barato corrigir uma frase do que um logo já desenhado.
Uma vez validada essa direção, tudo fica mais simples: o logo, a cor, a tipografia deixam de ser escolhas estéticas isoladas e passam a ser respostas a uma pergunta já resolvida.